Texto & alma

Cada texto, seja prosa ou poema, tem um nascedouro.

Há textos que nascem de um abraço; outros, de uma decepção.

De uma foto rasgada, uma xícara quebrada, de uma cartolina desenhada, de flores ganhadas – sejam violetas, sejam rosas – ou dos minutos decrescentes de uma ampulheta virada.

De música, de olhares, de danças, de riso, de viagens.

De amores que deram certo, de amores que deram errado, e de amores que, nascidos na primeira categoria, passaram para a segunda.

Da presença de quem está ausente – e da ausência de quem está presente.

Há poemas que se escrevem em minutos, enquanto outros levam anos.

Algumas crônicas saem do coração do escritor; outras de seus olhos, ao observar o mundo ao redor.

Também há os textos natimortos, por terem sido engavetados assim que prontos, e que nunca serão apreciados por nenhum leitor.

Através daquilo que escrevemos, vamos tecendo a colcha de retalhos que registra nosso passado e presente – e que, de forma audaciosa, também se atreve a fazer prognósticos para o futuro, já que a sensibilidade aguçada do poeta torna-o, intuitiva e instintivamente, quase um profeta.

Cada texto é único – tem alma própria. E é por isso que toca a alma de quem lê.

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