Bolha de sabão

A ciência já explicou que tempo e espaço são relativos, podendo variar a depender do ponto de vista de quem os observa.

Não é necessário estudar teorias complexas para compreender isso: vivenciamos essa relatividade na prática.

Compare trinta minutos de espera em uma fila com o mesmo período de tempo passado em companhia de quem se ama: a meia hora do primeiro exemplo é interminável, enquanto a do segundo voa a jato supersônico.

Além disso, é óbvia a constatação de que tanto o passado quanto o futuro são meras ilusões.

Já o presente parece tangível, mas logo passa, tornando-se também integrante de um universo de sonho.

O momento de agora assemelha-se, assim, a uma bolha de sabão, que podemos ver, mas que normalmente desintegra-se ao ser tocada, tal é a sua fragilidade – e a rapidez com que se vai.

A lição que fica é a de viver intensamente, valorizando o que realmente importa, pois o que não é relevante implica em pernicioso desperdício de minutos.

É fundamental não nos esquecermos de que a vida é tão sublime quanto etérea.